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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Selvagem

Gosto de entrar no mato e quando o faço, tiro minha roupa, tiro minhas máscaras...
Na selva, fico despido
E é aí que me vejo como realmente existo.
Não é suficiente pensar para se existir
Por isso que também SINTO, logo existo.
Cultuo o sol, as plantas, as pedras, os bichos
E o que não vejo, mas sei que está ali e me vê.
No mato, liberto-me das regras
Liberto-me de todos os artifícios necessários para conviver em sociedade
Alimento-me de meu próprio sangue e seiva
Integro-me com as raízes e partilho com elas minhas histórias
Deixo-me cobrir pelo céu e matizes
Reconheço minha ancestralidade
E bebo a força que me mantém vivo
No mundo dos que andam vestidos
E mascarados.

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