Follow by Email

terça-feira, 23 de março de 2010

PRINCIPIO DA TRINDADE E DA DUALIDADE

CAPÍTULO 39

6º GRAU

25/10/09

yin-yang

Maci e Aruanda

ELENCO:

DANIEL: O AVESSO

FÁTIMA PITHON: O DIREITO

ANA PAULA: A ESCRAVIDÃO

YURI: A LIBERDADE

JANAÍNA: A DESTRUIÇÃO

DILZA: A CRIAÇÃO

LILIANA: O MAU

CELUTA: O BEM

EDILMO; FÁTIMA SCHINDLER E MARILENE – LEITURAS INCIDENTAIS.

ATO 1 – O AVESSO E O DIREITO

MÚSICA DENSA – (O Avesso entra em cena com uma dança pesada e agressiva. Finda-se a música e a dança. Ele se deita no palco, rola até a ponta, se senta. Levanta, caminha até a platéia, em silêncio, mantendo aura agressiva. Vai para o fundo da platéia e grita:

AVESSO:

EU SOU O QUE SUBVERTE E INCOMODA

PERTURBO A ORDEM VIGENTE

DESOBEDEÇO

SOU O AVESSO DE TUDO

O AVESSO DE VOCÊS

O AVESSO DO NADA

SOU O QUE DIVIDE E SUBTRAI

EU TRANSGRIDO POR PURO PRAZER

E PIRRAÇA

DESQUALIFICO O QUE É CONVENCIONAL

O QUE É DE BOM TOM

E DO BOM GOSTO

DESTRUO PADRÕES

REVIRO SUAS ENTRANHAS

COMPRIMO SUAS VISCERAS

MATO TODA E QUALQUER FORMA DE RETIDÃO

EU HABITO NO QUE HÁ DE MAIS PROFUNDO EM VOCÊ

SOU O QUE VOCÊ NEGA

O QUE VOCÊ ESCONDE

MAS QUE ESTÁ MARCADO

NUM LUGAR ONDE SÓ VOCÊ ACESSA

EU APAVORO O QUE ESTÁ POSTO

ODEIO O PREVISIVEL

EU SOU O QUE VOCÊ OCULTA

EU SOU A SUA PARTE MAIS VERDADEIRA

SOU O AVESSO DE TUDO

O AVESSO DE VOCÊS

O AVESSO DO NADA

MÚSICA DENSA - (O Avesso retorna para o palco em silêncio encarando o público com a intenção de constrangê-lo, de fazer com que cada um enxergue o que há de mais verdadeiro, oculto e transgressor em si mesmo. Sobe ao palco):

SOU O AVESSO DE TUDO

O AVESSO DE VOCÊS

O AVESSO DO NADA

FAÇO SEXO SEM RESERVAS

POR PRAZER

COM QUEM E DA FORMA QUE EU QUISER

SOU O AVESSO DE VOCÊS

DERRUBO TODAS AS BASES POLITICAMENTE CORRETAS

SOU ILEGAL

IMORAL E ENGORDO

VOMITO SOBRE O QUE É CERTINHO

BONITINHO

DIREITINHO

ODEIO O SEU MUNDO PERFEITO

ABOMINO O QUE VOCE CHAMA DE DIREITO.

(O Avesso se deita).

MÚSICA SUAVE – (O Direito entra em cena com uma dança sutil e graciosa. Finda-se a música e a dança. Ele se deita no palco, rola até a ponta, se senta. Levanta, caminha até a platéia, em silêncio, mantendo aura harmoniosa. Vai para o fundo da platéia e diz:

O DIREITO:

EU SOU O QUE CONCILIA E AGRADA

MANTENHO A ORDEM DAS COISAS

CORRIJO

SOU O DIREITO

SOU A RETIDÃO

SOU A ESTRADA CERTA

SOU O QUE MULTIPLICA E SOMA

EU COMPREENDO E NEGOCIO

SIGO AS CONVENÇÕES MANTENDO MINHA LIBERDADE INTERNA

GOSTO DO BOM TOM,

TENHO EXCELENTE GOSTO

MANTENHO A ESTRUTURA, SE ELA É ÚTIL.

CAUSO CONFORTO

BEM-ESTAR

ADORO A HARMONIA

EU SOU O QUE VOCE ACEITA

O QUE VOCÊ EXPÕE

O QUE NÃO TE ENVERGONHA.

EU EXPULSO AS SOMBRAS

AMO A SEGURANÇA

O PLANEJAMENTO

SOU O DIREITO QUE NORTEIA A VIDA.

(MUSICA SUAVE) – O Direito retorna para o palco em silêncio encarando o público com a intenção de carinho. Sobe ao palco):

SOU O DIREITO DE TUDO

O DIREITO DE VOCES

O DIREITO DO NADA

FAÇO SEXO PELO PRAZER DE PROCRIAR

TENHO CÁ MEUS CRITÉRIOS

SOU POLITICAMENTE CORRETO

SOU LEGAL, MORAL E MANTENHO A FORMA.

ADORO O MUNDO EM QUE VIVO

SOU O QUE VOCÊ APROVA

ACEITA

E DESEJA.

EU SOU O DIREITO

(MUSICA REFLEXIVA)

(O Direito deita-se sobre o Avesso e os dois rolam até sair de cena, enroscados, complementando-se harmoniosos).

LEITURA INCIDENTAL.

ATO 2 – A ESCRAVIDÃO E A LIBERDADE

MÚSICA DENSA – (A Escravidão entra em cena com uma dança pesada e agressiva. Finda-se a música e a dança. Ela se deita no palco, rola até a ponta, se senta. Levanta, caminha até a platéia, em silêncio, mantendo aura repressora. Vai para o fundo da platéia e grita:

A ESCRAVIDÃO:

EU SOU O QUE APRISIONA E CASTRA

SOU SEU LIMITE

SOU O QUE LHE ACORRENTA

SOU A ESCRAVIDÃO QUE LHES GOVERNA

EU PRESSIONO

TIRANIZO

OBRIGO

REPRIMO E PRENDO

DOU O CORRETIVO NECESSÁRIO PARA SUAS TRANSGRESSÕES

CONDICIONO VOCÊ A ACEITAR SUA VIDA MEDIOCRE

EU O ACOMODO AO CONFORTO

AO SEGURO

E O IMPEÇO DE ALÇAR VÔOS MAIS ALTOS.

SOU SUAS CORRENTES

SEU TRONCO

SUA JAULA

GRADE

E TRANCA

MÚSICA DENSA - (A Escravidão retorna para o palco em silêncio encarando o público com a intenção de reprimi-lo, de fazer com que cada um enxergue o que há de mais aprisionante em si mesmo. Sobe ao palco):

SOU O CADEADO DO SEU PORTÃO

SOU SUA FALTA DE INICIATIVA

SUA DEPENDENCIA EMOCIONAL E FINANCEIRA DE OUTREM

SOU A ESCRAVIDÃO DAS SUAS PAIXÕES

SOU O QUE VOCÊ NÃO DOMINA

SOU SUAS CRENÇAS LIMITADORAS

E PADRÕES PATÉTICOS

SOU A ESCRAVIDÃO DOS COSTUMES

DAS TRADIÇÕES

DOS CONCEITOS

E PRECONCEITOS

SOU O QUE JAMAIS DEIXARÁ VOCÊ IR

PORQUE EU O CONTROLO

EU O APRISIONO

EU O ESCRAVIZO A MEU BEL-PRAZER

(A Escravidão se deita)

MÚSICA SUAVE – (A Liberdade entra em cena com uma dança sutil e graciosa. Finda-se a música e a dança. Ela se deita no palco, rola até a ponta, se senta. Levanta, caminha até a platéia, em silêncio, mantendo aura libertária. Vai para o fundo da platéia e diz:

A LIBERDADE:

EU SOU O QUE LIBERTA E DÁ ASAS

SOU SUA POSSIBILIDADE

SOU O QUE SOLTA SUAS AMARRAS

SOU A LIBERDADE QUE HABITA EM VOCÊ

EU RELAXO

DEMOCRATIZO

PEÇO

ANARQUIZO E ANISTIO

PROPONHO APRENDIZAGEM COM AS TRANSGRESSÕES

EU O DESAFIO A VOAR MAIS ALTO

EU NÃO CURTO ACOMODAÇÕES

ADORO O QUE NÃO É SEGURO

GOSTO DE AVENTURA E DO RISCO

SOU SUAS ASAS

SUA CAMA

SUA LEVEZA

SUA DELICIOSA IMPRUDÊNCIA

SUA PORTA PARA UMA NOVA VIDA.

(MUSICA SUAVE) – A Liberdade retorna para o palco em silêncio encarando o público com a intenção de libertá-lo. Sobe ao palco):

SOU SUA INICIATIVA

SOU SUA INDEPENDENCIA EMOCIONAL E FINANCEIRA

SOU O PODER SOBRE SUAS PAIXÕES

SOU O QUE VOCÊ GERENCIA

SOU SUAS CRENÇAS LIBERTÁRIAS

SOU SEUS PADRÕES REBELDES

SOU A REBELDIA.

QUEBRO TODAS AS PRISÕES

DEIXO VOCE IR QUANDO QUISER

E VOLTAR TAMBÉM

EU TE LIBERTO

(MUSICA REFLEXIVA)

(a Liberdade deita-se sobre a Escravidão e as duas rolam até sair de cena, enroscadas, complementando-se harmoniosas).

LEITURA INCIDENTAL

ATO 3 – A DESTRUIÇÃO E A CONSTRUÇÃO

MÚSICA DENSA – (A Destruição entra em cena com uma dança pesada e agressiva. Finda-se a música e a dança. Ela se deita no palco, rola até a ponta, se senta. Levanta, caminha até a platéia, em silêncio, mantendo aura destrutiva. Vai para o fundo da platéia e grita:

A DESTRUIÇÃO:

EU SOU A DESTRUIÇÃO

EU ARRUINO

DESPEDAÇO

DESABRIGO

FAÇO PARTE DE VOCÊ

ARRASO TUDO O QUE VEJO NA FRENTE

ANIQUILO

FRAGMENTO

MATO E ESFOLO

QUEIMO

SINTO FOME DE RUINA

SOU AMIGA DA DESORDEM

BAGUNÇO A VIDA

CAUSO DESARMONIA

TUDO O QUE TOCO VIRA DESTROÇO

PORQUE MINHA FUNÇÃO É DESTRUIR

MÚSICA DENSA - (A Destruição retorna para o palco em silêncio encarando o público com a intenção de destruí-lo, de fazer com que cada um enxergue o que há de mais destruidor em si mesmo. Sobe ao palco):

EU ESTOU EM VOCÊ

ESTOU EM TUDO

SOU A CAUSA DE TODA REVOLUÇÃO

E MINHA AÇÃO ARRASADORA

TAMBÉM TRAZ RENOVAÇÃO

ESTOU EM TODOS OS DESMORONAMENTOS

INCÊNDIOS

TERREMOTOS

TSUNAMIS

FURACÕES

E CATÁSTROFES EM GERAL

DESAGREGO FAMILIAS E SOCIEDADES CARCOMIDAS

EXTINGO PODERES POLITICOS E RELIGIOSOS

ESTOU NAS DROGAS

NO ABUSO

NAS CONSPIRAÇÕES

E NO EXCESSO

EU SOU A DESTRUIÇÃO.

(A Destruição se deita)

MÚSICA SUAVE – (A Construção entra em cena com uma dança sutil e graciosa. Finda-se a música e a dança. Ela se deita no palco, rola até a ponta, se senta. Levanta, caminha até a platéia, em silêncio, mantendo aura construtiva. Vai para o fundo da platéia e diz:

A CONSTRUÇÃO:

EU SOU A CONSTRUÇÃO

EU REFORMO

TRANSFORMO

JUNTO

ABRIGO

TENHO A INTENÇÃO DE AGREGAR

CONSERTO O QUE VEJO ERRADO PELA FRENTE

RETIFICO

RENOVO

DOU VIDA E PRAZER

PLANEJO

ORGANIZO

EDIFICO CASEBRES E PALÁCIOS

(MUSICA SUAVE) – A Construção retorna para o palco em silêncio encarando o público com a intenção construtiva. Sobe ao palco):

ESTOU NA RAIZ DE TODO COMEÇO

SOU O GERME DE TODO IMPÉRIO

A GÊNESE DE TODA DOUTRINA

O ALFA DE TODA CORRENTE DE PENSAMENTO

SOU A CONSEQUÊNCIA DE TODA REVOLUÇÃO

FOMENTO IDEOLOGIAS E MISSÕES

APROXIMO OS AFINS

ARTICULO

FAÇO ALIANÇAS

RENASÇO DAS CINZAS

APÓS CADA CATÁSTROFE

ME APRESENTO PARA O RECOMEÇO DA VIDA

EU CONSTRUO

EU FORMO

EU AGREGO

EU SOU A CONSTRUÇÃO.

(MUSICA REFLEXIVA)

(a Construção deita-se sobre a Destruição e as duas rolam até sair de cena, enroscadas, complementando-se harmoniosas).

LEITURA INCIDENTAL

ATO 4 – O MAL E O BEM

MÚSICA DENSA – (O Mal entra em cena com uma dança pesada e agressiva. Finda-se a música e a dança. Ele se deita no palco, rola até a ponta, se senta. Levanta, caminha até a platéia, em silêncio, mantendo aura de maldade. Vai para o fundo da platéia e grita:

O MAL:

EU SOU O MAL

SOU O QUE FERE E ENTRISTECE

SOU O QUE PREJUDICA

E MAGOA

USURPA E MALTRATA

SOU AS TREVAS

SOU PERVERSO

HABITO EM SEUS CORAÇÕES

TORNO SUA VIDA PESADA

GARANTO SUA VINGANÇA

ALIMENTO SEUS RANCORES

DESPERTO SUA VIOLÊNCIA

E GERO O PODER DO ÓDIO.

MÚSICA DENSA - (O Mal retorna para o palco em silêncio encarando o público com a intenção de maltratá-lo, de fazer com que cada um enxergue o que há de mais perverso em si mesmo. Sobe ao palco):

EU PROVOCO DOR

CEIFO ALEGRIAS

DESTRUO A PAZ

AMO A GUERRA

EXTINGO A SAÚDE

DETONO BOMBAS

SEMEIO O CAOS

SOU A RAIZ DE TODA DISCÓRDIA

SOU A CAUSA DE TODA DESORDEM

DEIXO FERIDAS INCURÁVEIS

MALTRATAR É MEU ESTIGMA

MAS TAMBÉM SOU ÚTIL

NA PUNIÇÃO DOS INFRATORES

NA REDENÇÃO DOS IMPOSTORES

NA COLHEITA DE UM PLANTIO INFAME

QUE SERIA DO CARMA, SEM MIM?

QUE SERIA DA LEI, SEM MIM?

EU SOU O MAL

QUE HABITA EM VOCÊ

QUE HABITA EM TUDO

EU SOU NECESSÁRIO

AINDA...

(O Mal se deita)

MÚSICA SUAVE – (O Bem entra em cena com uma dança sutil e graciosa. Finda-se a música e a dança. Ele se deita no palco, rola até a ponta, se senta. Levanta, caminha até a platéia, em silêncio, mantendo benéfica. Vai para o fundo da platéia e diz:

O BEM:

EU SOU O BEM

SOU O QUE CURA E ALEGRA

SOU O QUE AJUDA

E SARA

RESTITUI E AFAGA

SOU A LUZ

SOU BENEVOLENTE

MORO EM SEUS CORAÇÕES

E DOU LEVEZA À SUA VIDA

SOU O PASSAPORTE DO PERDÃO

AMIGO DA PAZ

E SOU GERADO PELO AMOR

(MUSICA SUAVE) – O Bem retorna para o palco em silêncio encarando o público com a intenção benevolente. Sobe ao palco):

EU PROVOCO O PRAZER

TRAGO FELICIDADE

SEMEIO A PAZ

CURO DOENÇAS

E TRABALHO PELA CONSTRUÇÃO

MEU LEMA É A CONCÓRDIA

EU GOSTO DO CARINHO

DE AFETO

DE TERNURA

SOU AMÁVEL E COMPASSIVO

MAS DEVO SER USADO NA MEDIDA

POIS SE ME APRECIAREM SEM MODERAÇÃO

PODEM SE ENGASGAR

OU SE EMBEBEDAR

EU SOU A BASE DO DARMA

SOU O BEM QUE HABITA EM VOCÊS

SOU A OUTRA FACE DO MAL

E NÃO EXISTO SEM ELE.

(MUSICA REFLEXIVA)

(O Bem deita-se sobre o Mal e ambos rolam até sair de cena, enroscados, complementando-se harmoniosos).

Todas as polaridades voltam ao palco e dançam ao som de "Metade".

Nenhum comentário:

Postar um comentário