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terça-feira, 14 de junho de 2011

Sete Ciganos - 78


20/02.
Flávio retorna de Salvador com algumas mercadorias e ao longo do dia, recebe fornecedores e produtos. Shalom, Sofia, Antonio e Sâmia, sabendo, resolvem ir ajudá-lo a arrumar a mercearia e quando chegam, são calorosamente recebidos pelo novo amigo:
- Tenho uma coisa linda para mostrar para vocês! Fui agraciado e estava louco atrás de um símbolo, um amuleto, um talismã, sei lá, que marcasse minha história com o povo cigano... Por falar nisso, talismã e amuleto são a mesma coisa?
- Não – responde Sâmia. – Talismãs são usados para proteger a pessoa ou o ambiente. Amuletos são instrumentos mágicos de atração de bons fluidos.
- Um objeto pode ser um talismã e um amuleto ao mesmo tempo? – Ele torna a perguntar.
- Em minha opinião – diz Sâmia – é melhor você programar um para ser amuleto e outro para ser talismã. O que você quer nos mostrar?
Flávio, como uma criança, pega uma caixa média, abre-a excitado e retira dela um embrulho. Abre o embrulho e exibe feliz a imagem de Santa Sara:
- Ei-la! Uma representação artística da nossa padroeira – fala Flávio – porque agora me sinto também cigano.
Os cinco se emocionam.
- Que linda! – Exclama Sofia – Onde pretende colocá-la?
- Atrás do balcão. De frente para a porta da entrada da loja.
- Muito bem, cigano – elogia Antonio – e quer fazer da imagem teu amuleto ou talismã?
- Meu talismã. Mas que posso usar como amuleto?
- Pedras: você pode colocar atrás da porta da loja ou ao lado da imagem uma pirita, um citrino, um ônix, uma ametista, um cristal, uma ágata de fogo e uma sodalita. Juntas, elas atrairão energias fabulosas para você e serão excelentes amuletos – esclarece Shalom.
- É isso que vou fazer!
- Então, mãos à obra: temos uma loja para montar – exorta-os Sofia e os cinco começam a trabalhar.

- Estive com o menino hoje, à noite, no astral – Zenaide diz a Pedro, fumando.
- Como ele está?
- Ansioso para nos ver. Seu nome é Daniel e está num circo, em Feira. Foi adotado pelos donos do circo, um casal sem filhos que o ama muito. Ambos creem que a partida dele seja uma fantasia. São muito apegados a ele... Teremos problemas...
- E ele?
- Está doido para voltar pra casa.
- Como foi parar no circo? E os pais biológicos?
- Morreram e ele foi deixado pela mãe, uma cigana, antes de ela morrer.
- E o pai?
- Era um gajão. A mãe fugiu para casar com ele porque os pais dela não aceitariam...
- Certos costumes não fazem mais sentido.
- Tudo passa, Pedro.
- E nós?
- Nós, o quê?
- Nós passamos?
- Estamos aqui, não estamos?
Ela aperta a mão do cigano e a acaricia. Olham-se apaixonadamente e beijam-se.




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