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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Morte


- Sinto a vida me faltando. Sinto tudo tão intensamente que tenho vontade de arrancar meu coração fora, só pra ver se pára de doer – desabafa Tisto.

- Mesmo que o faça, a dor prevalecerá. O sentir não está apenas no coração; mas em todo o corpo, em toda a alma – fala Helga.

- Existir é insuportável!...

- E não há nada que aplaque essa dor. Você pode viajar, ir a milhões de festas, mudar de parceiros e parceiras, mudar de emprego... Nada aliviará sua dor. É algo de dentro. Tem que mudar por dentro. A mudança externa pode até te dar uma ilusão de que a coisa melhorou, mas aí vem o tempo, esse deus sem graça, e prova que nada mudou.

- Faço o quê?

- Se se matar resolvesse...

- Nem isso, não é?

- É.

- Assine sua sentença de vida.

- Se hoje em diante, assumo minha vida. Eu me dou o direito de viver e de fazer minhas escolhas independente do parecer alheio. Devo satisfações a ninguém.

- O que você quer fazer agora?

- Sexo.

Helga beija-lhe suavemente e tira a blusa. Ele afaga-lhe os seios. Ela se ajoelha, abre o éclair das calças, desabotoa-lhes, abaixa-as juntamente com a cueca. Contempla-lhe o membro que começa a intumescer. Apalpa-o com carinho e ele infla em sua mão. Suavemente o introduz na boca e o sente chegar ao máximo da sua inflação e enrijecimento. Suga-o. Ele sente que vale a pena ainda estar vivo.

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