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sábado, 1 de janeiro de 2011

Sete Ciganos - 21



À tarde, em seu quarto, a cigana telefona para o padre:
- Gilberto?!
- Sofia?!
- Como tem passado, meu amigo?
- Bem e com saudades. Você partiu e nem me deu chance de me despedir.
- E se eu lhe disser que meu regresso a sua terra ocorrerá mais breve do que você imagina?
- O que quer dizer, cigana?
- Achei teu pai.
- ...
- Gilberto?!
- Como ele é?
- Lindo, como você. Vocês são muito parecidos.
- Onde ele está?
- Aqui em Amargosa. Almocei com ele e conversamos muito. Contei-lhe sobre você, ele confirmou toda a história que você me relatou e está disposto a ir comigo amanhã aí, para te reencontrar. Por sinal, encontrando Shalom, “matei dois coelhos com uma só cajadada”. Seu pai é o cigano que eu estava procurando.
- Que coincidência!
- Isso não existe, amigo. Eu não acredito em casualidade; creio em causalidade.
- É... Pode ser.
- Poderemos ir aí amanhã?
- Sim. É claro que podem!
- Sairemos cedo daqui.
- Desde já, estou ansioso por este encontro.
- Eu sei. Um beijo, Gilberto!
- Te amo, Sofia!
A cigana sorri.

Um comentário:

  1. Gosto desse suspense que você deixa de um capítulo para o outro - Atiça...

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