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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sete Ciganos - 62




CAPÍTULO V - ANTONIO

Santo Amaro da Purificação

À tarde, nossos amigos chegam a Santo Amaro da Purificação e se hospedam no Hotel Casa Grande, na Praça da Purificação. Como em Nazaré, nesse dia, todos os anos se inicia o novenário da festa de Nossa Senhora da Purificação, que terá sua culminância no dia 2 de fevereiro.
A cidade está em festa. Gambiarras estão colocadas, barracas montadas, um rebuliço gostoso toma conta dos santamarenses. É que a fé anima.
Os ciganos resolvem ir à novena e chamam a atenção dos fiéis:
- Para que viemos aqui? – Questiona Sâmia na Igreja de Nossa Senhora da Purificação.
- Algo me diz que encontraremos o homem que procuramos – responde Pedro.
- Aqui na igreja?! – Duvida Sofia.
- Sim. Por que não? – Fala Pedro.
Cânticos ecoam pela nave do templo e Shalom sente um arrepio. Ao olhar para trás, vê um cigano moreno entrando. Ele é garboso, veste uma camisa púrpura e calças pretas, usa corrente, pulseira, anéis e brinco de ouro. Possui certa arrogância que talvez seja apenas gênero, pois é cordial com as pessoas. Ajoelha-se, ora e respira fundo: sente que é observado, mas quem o observa?
- Nosso homem chegou – cochicha Shalom para Sofia.
- Onde ele está?
- Ali, no antepenúltimo banco, do outro lado.
Discretamente, Sofia mira o cigano e sorri:
- Intuição boa, a sua, Pedro! Temos nosso quinto cigano.
Sâmia e Pedro também constatam terem encontrado o cigano, pois ele apareceu diversas vezes em seus sonhos.

2 comentários:

  1. Saudade de vc, Seu Aruanda! Vim desejar Feliz Páscoa e deixar beijos de chocolate pra ti!!!

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  2. Poetisa Bosso, tão feliz com beijo de chocolate.Beijo pra ti também, mulher das letras.

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