domingo, 1 de maio de 2011

Quando a morte ronda III




Ê-hê! Cá estou novamente a falar de minha amiga, minha irmã, meu destino – a morte – Embora dessa vez sua ronda não tenha levado alguém próximo a mim, mas é fato que é eterna e nunca é demais refletirmos sobre isso.

Consciente sou que a cada dia estou mais próximo de me deliciar com todas as horas do meu fim e é exatamente isso que me impulsiona a viver cada segundo com a intensidade que eu imprimo em cada escolha.
A presença da morte nos torna mais sensíveis, mais humanos. Talvez seja pelo seguinte fato: a cada vez que perdemos um ente querido, mais chegados ficamos do estado de consciência que nos permite conceber a existência material como algo verdadeiramente frágil e transitório. Vemos que de nada vale fazermos questão de tantas bobagens ou deixarmo-nos conduzir por tantas mesquinharias e superficialidades.

Nada mais a fazer senão tornarmos nossa vida algo digno e belo, e construtivo. Teremos então, no final de uma etapa, conseguido ser realmente felizes, feito outras pessoas alegres e deixado um precioso legado.

Enquanto a doce ronda da morte não nos chamar para um passeio, seja o que for que façamos, procuremos fazê-lo bem feito. É o mínimo esperado de divindades encarnadas que somos. E quando partirmos... Bem, quando eu me for, mando notícias.

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