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domingo, 17 de abril de 2011

Sete Ciganos - 58




No outro dia, Seu Domingos visita novamente a casa de Sâmia, pega sua garrafada, dá a contribuição e diz estar melhor da falta de estimulo que estava sentindo. Dona Lúcia também volta à casa da cigana com o pé curado e no fim da tarde, Mãe Lurdes visita nossos amigos.
Os quatro ciganos e a Sacerdotisa estão na sala saboreando um delicioso suco de graviola feito por Sâmia:
- Todas as quartas-feiras fazemos uma mesa branca aqui no Caramanchão e eu faço gosto que vocês participem da que eu vou fazer hoje.
- É uma honra para nós, Mãe Lurdes – diz Pedro.
Os outros ciganos também concordam e se rejubilam com o convite.
- Sonhei com você hoje à noite, Sâmia – diz Mãe Lurdes.
- E como foi o sonho?
- Que você me abraçava carinhosamente e partia com seus irmãos.
Os ciganos olham para Sâmia.
- A senhora captou minha decisão – diz Sâmia - e antecipou a conversa que eu queria ter contigo na próxima semana. Decidi ontem, à noite, partir com eles daqui a dois meses.
- E sua vida aqui, mulher? – Pergunta-lhe Sofia.
- Vida a gente faz em qualquer canto. O que me importa agora é cumprir meu destino e ele se fundiu com o de vocês. Temos um só destino agora.
Os ciganos e Dona Lurdes se alegram.
- Sentirei sua falta, cigana – diz a Sacerdotisa – mas ficarei feliz com sua jornada. Desde que você chegou aqui, eu sabia que em algum dia partiria numa viagem com um bando. Siga seu destino, feiticeira.
Sâmia se ergue, vai até a amiga, que também de levanta e ambas se abraçam carinhosamente e choram.

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